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http://hdl.handle.net/10961/74
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| Title: | A Igreja do Nazareno em Cabo Verde |
| Authors: | Monteiro, João Mateus |
| Keywords: | Ramos, Manuel, in «A Origem dos Baptistas em Cabo Verde», 1996, |
| Issue date: | 1901 |
| Publisher: | Nazarena |
| Abstract: | Presume-se que o plano não tenha merecido atenção dos dirigentes para a sua
execução na altura. Nota-se também que se o missionário pioneiro Dias tivesse recebido
mais assistência da Sede, teria conseguido realizar muito mais durante o decurso do seu
ministério nas ilhas de Cabo Verde.
A sensibilidade e solidariedade demonstradas por Dias irão levá-lo a intervir
em várias ocasiões em acções de apoio aos famintos, nas épocas de fomes e secas que
assolavam as ilhas cada vez com mais frequência. Dirige vários pedidos à Igreja na
América, a qual responde enviando géneros alimentícios para aliviar a fome nas ilhas.
João Dias sente-se mais encorajado e desafiado para viajar pelas ilhas vizinhas e
evangelizá-las.
Em 1932, chegara a São Vicente um evangelista protestante português, Pastor
José Ilídio Freire, a convite do Reverendo Dias. Dirigiu uma campanha evangelística
que resultou na conversão de muitas pessoas. Também visitou outras ilhas, deixando
nelas marcas.
A ilha de São Vicente seria o berço de mais uma Igreja do Nazareno. João
Dias ocasionalmente visitava o grupo de convertidos nessa ilha, até se organizarem
numa igreja. Embora sem um pastor residente, esta conseguiu florescer sob os cuidados
de um destacado leigo, Augusto Miranda, bem conhecido e respeitado na sociedade
mindelense.
Infelizmente, esta congregação deixou de funcionar sob os auspícios da Igreja
do Nazareno dois anos após a chegada dos primeiros missionários americanos residentes,
por causa de desentendimentos com o velho pioneiro. Segundo Manuel Ramos
(1994), esses desentendimentos eram puramente administrativos e manifestaram-se
primeiro na Brava, onde residiam as duas famílias missionárias. “Houve uma divisão.
Dois partidos: a maioria ficou do lado dos novos missionários e a minoria do lado do
Irmão Dias. Este, chocado e desiludido da amizade e consideração dos jovens, em
especial, para evitar mais escândalos, veio com a família toda para S. Vicente”22 .
Mas a mudança da família Dias não resolveu a situação, porque os outros
missionários, querendo expandir a obra, também mudaram para esta ilha algum tempo
depois “e instalaram o irmão João Gamboa como pastor e nós outros jovens ficamos,
coadjuvando-o de boa vontade”. Mas os desentendimentos continuaram. “Os dois
missionários, o substituto e o substituído não frequentavam a Igreja, este por já estar |
| URI: | http://hdl.handle.net/10961/74 |
| Appears in Collections: | BDCV - Teses e Dissertações com Equivalências
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